Neste momento, o leitor deve estar a perguntar, mas afinal o que é isto? 

Nós explicamos:  

  • Lycopersicon esculentum é o nome científico do tomateiro; 
  • Two Timesporque se pretende estudar a possibilidade de desenvolvimento de práticas culturais, que permitam explorar uma segunda produção das plantas de Tomate de Indústria (TI), após a colheita mecânica tradicional. 

Sabia que? 

  • o custo de plantação da cultura de TI representa 10% do total da conta de cultura; 
  • o aumento para duas colheitas por planta, cria uma oportunidade competitiva para os produtores de tomate, porque permite a diluição dos custos de produção inerentes a cada campanha. 

Melhorar a capacidade produtiva das plantas de TI já instaladas é o propósito  

Mas como? 

Com o objetivo de promoção da inovação no setor agrícola nacional no quadro da Parceria Europeia para a Inovação (PEI) para a produtividade e sustentabilidade agrícola, foram criados alguns Grupos Operacionais (GO) que: 

  • são parcerias constituídas por entidades de natureza pública ou privada que se propõem desenvolver um plano de ação visando a inovação no setor agrícola; 
  • em cooperação, desenvolvem esforços para realizar projetos de inovação que respondam a problemas concretos ou oportunidades que se coloquem à produção; 
  • contribuam para atingir os objetivos e prioridades do Desenvolvimento Rural, nas áreas temáticas consideradas prioritárias pelo setor tendo em vista a produtividade e sustentabilidade agrícolas. 

Para dar resposta a esta questão, foi criado neste âmbito, o GO “LTT- Lycopersicon Two Times, que tem como objetivos principais: 

  • definir o roteiro técnico de uma 2ª colheita de tomate de indústria, ao identificar as práticas culturais que permitam aumentar a produção nacional deste tipo de tomate, promovendo uma maior eficiência económica na gestão deste sistema de produção; 
  • estender o fim da campanha, através de soluções técnicas que permitam reforçar a existência de matéria-prima no fim de setembro, a um custo menor, e por essa via a um menor risco económico para o agricultor, quando comparado com as condições atuais; 
  • gerar um novo produto de viveiro, de forma que as plantas que são adquiridas permitam a realização de uma segunda colheita na mesma campanha. 

Para apoiar a concretização dos objetivos, fazem parte deste Grupo Operacional, os seguintes parceiros: 

CCTI – Associação para a Investigação, Desenvolvimento e Inovação no Setor (Líder)

Instituto Superior de Agronomia

BENAGRO – Cooperativa Agrícola de Benavente, CRL

Fruto Maior – Organização de Produtores Hortofrutícolas Lda

RELCAMPO, Unipessoal Lda

Sociedade Agrícola Caneja Lda

Sociedade Ortigão Costa, Lda

Sociedade Agro-Pecuária do Vale da Adega S.A

TPROTechnologies, Lda

Sendo de vital importância a cooperação entre os diversos setores – investigação, produção e indústria, envolvidos no projeto.  

Sabia que? 

  • Portugal regista uma produtividade média de 90 toneladas de TI por hectare – a maior da Europa e a terceira mais elevada do mundo; 
  • é o segundo maior exportador europeu, atrás da Itália.  

Dos estudos e ensaios já realizados, tudo indica que o aumento da produtividade do tomate, através do estabelecimento de uma segunda colheita na mesma campanha é viável, contudo, é necessário estabelecer guias de conduta para o seu sucesso em pleno. 

Para a criação de tais regras será necessário avaliar e monitorizar em campo:  

  • o crescimento e estado da cultura nas condições de pós-corte; 
  • quais as melhores condições de rega, fertilização e práticas de proteção das culturas; 

de modo que o saldo custo/benefício seja positivo quer para o produtor quer para a sustentabilidade dos recursos naturais. 

Acompanhe a evolução dos trabalhos deste Grupo em lycopesicon2times.com e apoie a agricultura portuguesa!   

Se a agricultura é um hobbie para si, então provavelmente este artigo é para si. Se por sua vez também é um apologista de boas práticas ambientais então garantimos que está mesmo no sítio certo.  

Quando falamos de fertilizantes naturais, ou orgânicos estamos a falar de compostos obtidos de restos de vegetais ou animais. Um enorme exemplo disso são os lixos que produzimos na nossa casa. Mas calma, não estamos a falar de todo o tipo de lixo: falamos do lixo biodegradável.  

Mas o que é o lixo biodegradável? 

Lixo biodegradável é toda a matéria de lixo que se degrada facilmente no solo, tal como cascas de fruta, legumes, casca de ovos entre muitas outras.  

Como posso produzir estes fertilizantes? 

Muito simples! Muito do lixo que produz todos os dias em sua casa pode ser bastante útil para esta finalidade. Faça connosco uma viagem pelas diversas opções e descubra como é simples fazer crescer a sua horta. E claro, sem recurso a químicos. O ambiente agradece e a sua saúde também.  

  • Cascas de ovo 

Quantas não são as vezes que consome ovo em sua casa? Acreditamos que pelo menos 5x por mês. A verdade é que estas cascas podem ser uma segunda vida, sendo elas aproveitadas para um fim maior.  

Para isto deve deixar secar as cascas ao ar. Após completamente secas, triture as cascas até se transformar em pó. De seguida vá até ao seu jardim ou cultura e espalhe. As cascas de ovo têm a capacidade de aumentar o pH do solo, adicionar magnésio e cálcio. E melhor ainda, melhoram a infiltração de água no solo.  

  • Aparas de relva  

Sabemos que também parece estranho, mas a verdade é que podem ser bastante úteis.  

As aparas de relva fornecem ao solo nitrogénio. A ideia é que as mesmas não sejam usadas quando ainda estiverem molhadas ou muito verde. Nesta fase, o seu uso pode tornar o solo mais ácido – e não é isso que queremos!  

  • Água do aquário  

Sim é verdade. Quem diria que os seus peixes também podem contribuir no sucesso da sua horta! Em vez de entornar a água suja pelo seu lava louça ou pela sanita, aproveite-a! A água suja do aquário possui nitrogénio.  

  • Vinagre 

Aqui não estamos a falar de vinagre puro. Para este fertilizante experimente adicionar 1 colher de sopa de vinagre a 4 litros de água. Regue as suas plantas com este preparado de 3 em 3 meses. Este preparado irá ajudar a melhorar a acidez do solo.  

  • Cinzas  

Se tem uma lareira em casa ou uma salamandra, sabe bem a quantidade de cinza que é deitada ao lixo no inverno. Mas e se lhe dissemos que lhes pode dar uma segunda vida? É verdade! Para isso, aproveite a cinza e espalhe-a no solo. De seguida revolva o solo para garantir que a mesma é absorvida.  

As cinzas têm a capacidade de fornecer ao seu solo potássio e cálcio às plantas.  

Atenção: Este fertilizante não é aconselhado a solos alcalinos.  

  • Borras de café  

Se ainda é fã de café antigo então talvez esta opção venha a interessar. Para obter este fertilizante, depois de coar o café guarde as borras e coloque-as em torno das plantas e horta. Este fertilizante é uma ótima opção. Não só afasta lesmas e caracóis, como também é rico em fósforo, potássio e nitrogênio.  

Existe ainda quem defenda a teoria do aproveitamento dos grãos de café. Para isto deve aproveitar o resto dos grãos, e diluir em água. Com isto irá criar um fertilizante líquido, que pode utilizar para borrifar as plantas uma vez ao dia.  

Agora que já sabe um pouco mais sobre fertilizantes naturais, queremos que nos diga se já conhecia alguma destas opções.  

Partilhe connosco também outros fertilizantes naturais que conheça e que costuma de usar habitualmente na sua horta.  

Seja você um agricultor profissional ou alguém que cultiva por hobbie, a fertilização não será um tema desconhecido. Na verdade, uma das principais preocupações de qualquer produtor é garantir que que a sua plantação cresça corretamente. Para isso é necessário passar para as plantas todos os nutrientes possíveis. E é aqui que a fertilização assume um papel de extrema importância.  

Para quem vive da agricultura, este é um fator com um peso incalculável. Uma vez que grandes produções representam também maiores ganhos.  

Os nutrientes por sai vez têm uma extrema importância para as plantas, uma vez que são absorvidos em grande quantidade. Dentro dos nutrientes podemos encontrar dois tipos: 

  • Macronutrientes – Nutrientes absorvidos em grandes quantidades. 
  • Micronutrientes – Nutrientes absorvidos em pequenas quantidades. 

Quanto mais fertilizar mais resultados tenho? 

Mas calma! Nem tudo se trata de fertilizar de forma desenfreada e esperar que as plantas cresçam de forma vertiginosa.  Muitas vezes a aplicação incorreta dos fertilizantes pode comprometer o desenvolvimento e o crescimento das plantações. Tal como na rega, também a fertilização precisa de ser com conta, peso e medida.  

Para que tenha uma ideia, a fertilização de culturas de forma abrupta pode transformar-se numa enorme dor de cabeça chamada de: PRAGAS! Mas não ficamos por aqui, outras doenças e problemas de difícil resolução podem surgir. O que pode levar a comprometer toda a sua plantação.  

Por isso, tenha atenção no momento da aplicação de fertilizantes. Uma vez que uma aplicação que não respeite as doses recomendadas, irá ter efeitos diretos na sua cultura. E efeitos indiretos no ambiente: através de poluição de água (por exemplo).  

Assim sendo, para ter a certeza da quantidade ideal de fertilizante que deve aplicar, o melhor será realizar uma análise ao solo. Isto claro é super viável quando se trata de uma enorme plantação cuja finalidade é económico. Uma vez que aqui, os riscos de perda podem ter maiores consequências.   

Esta análise de solo é nada mais, do que análises químicas. No fim, os resultados vão-lhe permitir saber informações sobre a quantidade de nutrientes existente no solo. Também informações como: textura, estrutura e valor de pH, vão constar nos resultados desta análise.  

Mas é assim tão importante?  

Sim! Extremamente, uma vez que assim irá ter uma visão mais precisa do seu solo e das necessidades do mesmo. Irá evitar a sob dosagem de fertilizantes, diminuindo o impacto não só ambiental como na saúde das pessoas que vão consumir os produtos.  

Fertilizantes – a aplicação! 

Os fertilizantes podem também ser conhecidos como corretivos! Estes por sua vez, têm como objetivo de aumentar o pH do solo e diminuir a acidez. Isto irá fazer com que as plantas aumentem a absorção de nutrientes. E fiquem menos suscetíveis a elementos potencialmente tóxicos.  

Dentro dos fertilizantes conseguimos ainda encontrar os adubos que podem eles ser simples ou compostos.  

  • Adubos simples – possuem apenas um elemento principal. 
  • Adubos compostos- Possuem mais do que um elemento principal, podendo eles ser: azoto (a sua aplicação é mais complexa), potássio e fósforo.  

Ainda assim é importante que saiba que existem dois tipos de adubações – a sua aplicação é completamente distinta. 

  • Adubação de cobertura –   Nestes casos a cultura já está no solo. Esta adubação pode ser realizada em três momentos: 
  • Quando as plantas são jovens: 
  • Para corrigir alguma carência nutricional; 
  • Manutenção. 
  • Adubação de fundo –  Realizada no momento em que se prepara o solo para a cultura. Tratando-se esta de uma adubação de fundo, tal como o nome indica, o adubo não é colocado à superfície.  

Agora que já sabe um pouco mais sobre fertilização, lembre-se: o tipo de adubação vai depender de diversos fatores. Esteja atento ao seu solo, ele irá saber dizer quais as suas carências.  

Bons cultivos! 

tomate industrial sem desperdicio

Não, ter uma boa plantação de tomate não se consegue só quando se tem grandes terrenos. Este o artigo é para todos aqueles que possuem pequenas hortas em casa, ou em vasos nos apartamentos.  

Bem sabemos que o tomate é um dos frutos mais famosos do mundo. Não só pelo seu sabor peculiar, mas também pela sua versatilidade na confeção de pratos. Por isso, quem são os amantes da agricultura que nunca desejaram conseguir plantar este fruto? Temo a certeza que muito poucos.  

A verdade, é que mais do que ter uma cultura incrível, o importante também é pensar em como consegui-lo com alternativas sustentáveis. Tudo aquilo que seja para aumentar a nossa pegada verde na terra pode ser uma boa opção. Assim sendo, todas estas dicas, não contemplam o uso de fertilizantes artificiais, nem químicos agressivos para o meio ambiente. Venha daí e faça connosco uma viagem pelas dicas que temos para lhe dar: 

  1. Bicarbonato de Sódio  

Sim, leu bem! Estamos mesmo a falar de bicarbonato de sódio e este é um truque que lhe fará ter ótimos resultados. Para as pessoas que não gostam de consumir tomate tão ácido, esta dica vai ser uma mais valia.  

Para isto, basta deitar um pouco de bicarbonato de sódio ao pé do tomateiro. Isto fará com que o bicarbonato seja absorvido pela terra e como consequência os níveis de acidez vão baixar. Tornando o tomate mais doce.  

Tenha em consideração que esta dica pode funcionar melhor se estiver a produzir o tomate em vaso.  

  1. Borras de café  

Este truque já não é novo, mas nunca é tarde demais para relembrar. Para que ele resulte basta que junte as borras de café à terra, isto fará com que a composição nutricional da terra seja bem melhor. Assim a terra irá ficar mais carregada de nutrientes.  

Este é um ótimo fertilizante natural, que vai dar à terra e à planta todas as fontes nutricionais que sejam necessárias.  

  1. Aspirina  

O que não o vai deixar com uma dor de cabeça é a sua plantação depois de adotar esta dica. Para isto, deverá deitar 2 ou 3 aspirinas num buraco ponde for plantar o tomateiro. Não precisa de partir a aspirina: Estas podem ser colocadas inteiras ou não.  

Mas em que ajuda a aspirina? No sistema imunitário da planta. Isto fará com que algumas doenças típicas destas culturas fiquem afastadas e também fará com que a planta produza ainda mais frutos.  

Mas se já tiver plantado e não tiver aplicado esta dica, não desespere porque ainda vai a tempo. Também pode pulverizar as plantas com as aspirinas diluídas em água.  

  1. Farinha de ossos 

Este é um fertilizante natural muito conhecido durante a plantação dos tomateiros.  O que faz deste produto tão famoso é a sua riqueza em fósforo e cálcio o que faz dele um ótimo adubo natural para a as plantas.  

Mas como conseguir a farinha de osso? Uma vez que este produto pode ser um pouco difícil de obter, explicamos-lhe como o pode fazer em casa de forma bastante tradicional.  

Para isso junte os ossos que restaram do seu consumo ao longo do dia e congele-os até chegar numa quantidade significativa com o passar dos meses. Quando tiver esta quantidade significativa, aproveite um churrasco que faça em casa e “asse” estes ossos na churrasqueira. Para que o processo resulte coloque os ossos diretamente na chama até que fiquem completamente brancos. Assim que obtiver esta cor, retire-os e reserve até que arrefeçam. Quando estiverem completamente frios irá ser bastante simples esfarelá-los. Caso tenha dúvida sobre este processo, pode saber mais aqui.  

Estas são apenas quatro das dicas incríveis que pode encontrar para conseguir ter uma cultura de tomate de sono. E não se preocupe, a agricultura algumas vezes pode ser um pouco mais complexa do que parece. Mas isso não invalida que não consiga obter a partir dela todos os produtos que deseja.  

Muitas vezes tudo se trata de persistência, cuidado e um pouco de pesquisa.  Já conhecia todas estas dicas? 

Seja um aspirante a agricultor, um agricultor ou apenas um curioso, existem cuidados a ter quando se trata de cultivar tomate, que nunca passam de moda.  

Como bem sabemos, o tomate tem por hábito ser plantado entre os finais de Abril e o início de Maio. É nesta altura que o clima é mais propicio. As noites são muito frias e os dias começam a ser mais amenos ou até mesmo, quentes. 

Contudo, esta é fruto que exige alguma atenção relativamente ao seu cultivo. Há aspetos que não deve deixar de considerar e por isso fazemos consigo um guia por esta plantação.  

Neste artigo irá descobrir 7 cuidados básicos a ter quando cultiva tomate, vamos começar!  

1 – A luz  

Ao contrário do que muita gente pensa, grande parte das plantações gostam de luz, o tomate não é exceção. Para cultivar tomate escolha um local com bastante sol. Lugares que sejam virados para sul, são considerados localizações ideais para a plantação deste fruto.  

2 – A rotação das culturas  

Respeite o seu solo. A rotação das culturas é muitíssimo importante. Alterne as plantações para garantir que não tem sempre o mesmo alimento a ser plantado no solo. Fazer esta rotação irá tornar o seu solo mais fértil.  

3 – A riqueza da terra  

Temos a certeza que também já ouviu falar de “terra rica” ou “terra fértil”. Não é preciso ser um enorme conhecido de temas relacionados com a agricultura para conhecer estes termos. Estrumar a terra ou colocar um composto orgânico ainda antes de plantar é sempre boa ideia. Isto irá deixar a terra mais fértil para a plantação desta fruta – ou até mesmo de qualquer outra fruta ou legumes.  

4 – Rega  

Não deixe a planta esquecida quando o assunto é a rema. A negligência na rega em qualquer planta pode ser um fator decisivo para o resultado final da plantação. No caso do tomate, este fruto adora água. Mas tenha em atenção que deve regar adequadamente. Evite molhar as folhas para prevenir o ataque de doenças na planta.  

5 – A fertilização  

Aposte na fertilização, isto irá deixar as suas plantas mais fortes. Esta fertilização deve ser rica em potássio. Tenha sempre em atenção que fertilizantes extremamente químicos vão ser não só prejudiciais para a sua saúde, como também para o solo. Privilegie fertilizantes mais ecológicos ou prepare os seus próprios fertilizantes.   

6 – As plantas vizinhas  

Sabia que as plantas que coloca em torno do seu tomateiro podem também influenciar o cultivo? É verdade! Existem plantas que não mais propícias ao fomento de pragas. Uma boa dica, é apostar em plantações como Manjericão ou cravos túnicos : estes últimos são conhecidos por afugentar pragas. 

Saiba ainda que os tomateiros costumam de gostar de ter como vizinhos, plantas como o aipo ou feijão.   

7   O amadurecimento 

Dica muito importante! Sabemos que o uso de químicos para o amadurecimento é muitas vezes uma realidade, mas nada melhor do que um amadurecimento natural. Para isto deve regar com bastante regularidade e seguindo todas as indicações anteriores.  

Nesta fase, experimente regar um pouco o próprio fruto. Cuidado que não deve encharcar a planta – isto ajudará no amadurecimento da mesma.  

Estas são alguma das dicas que deve adotar quando o assunto é o cultivo de tomate. Já conhecia algumas delas? Partilhe connosco outras dicas que tenha.  

Boas plantações! 

Sabia que pelo menos 30% de toda a comida produzida no mundo acaba por ir parar ao lixo? Parece um número assustador, mas é verdade. Porém as estatísticas não ficam por aqui. Dos alimentos desperdiçados, pelo menos 55% são frutas e vegetais. Todos eles alarmantes dados estatísticos enaltecem números que mais do que nunca merecem a nossa atenção. 

Mas o que podemos considerar desperdício alimentar?

O desperdício alimentar é toda e qualquer perda que ocorre e qualquer fase da cadeia alimentar que implica que os produtos não cumpram o seu propósito. 
Para que tenha uma ideia, os números estimam que em Portugal sejam desperdiçados mais ou menos 1 milhão de toneladas de alimentos. O mesmo país em que cerca de 360 mil pessoas passam fome.

Como podemos diminuir o desperdício alimentar?

Existem no nosso dia a dia, muitas práticas que podemos adotar enquanto consumidores com vista a reduzir o nosso desperdício. Algumas práticas são mais simples que outras, mas todas elas, com algum ajuste vão adaptar-se ao seu dia. 

  1. Reavalie o que lhe faz falta na hora das compras
    Provavelmente a dica mais útil. Esta dica vai ajudar a que não só evite o desperdício alimentar, como também a poupar alguns euros no final do mês.
    Bem sabemos que é comum, numa ida ao supermercado, fazer algumas compras por impulso. Muitas delas de coisas que nem precisamos na verdade. Aproveitar para comprar artigos só porque estão em promoção é um mau ponto de partida. Isto claro, se não estiver mesmo a precisar deles. Muitas vezes uma compra em grande volume, pode implicar que os produtos acabem por vencer a sua validade. Isto faz com que acabem por ser deitados ao lixo.
    Dica: Antes de sair de casa, faça uma lista realmente do que precisa de comprar. Garanta que quando chegar ao supermercado sabe as quantidades exatas que vai necessitar.
  2. Use o congelador
    Não, esta não é uma dica para os mais preguiçosos. Também não estamos a aconselhar a comprar comida já feita. A ideia é que conserve a comida que comprou ou confecionou a mais. Muitas vezes acabamos pro cozinhar um pouco mais de quantidade que a necessária. Congelar será uma boa opção para evitar que o excedente seja deitado ao lixo.
    Dica: Coloque a comida um recipiente hermético de forma a conservar os alimentos e coloque-os no congelador.
  3. Tenha atenção ao prazo de validade dos seus produtos
    Muitas vezes em casa, acabamos por acumular muitos produtos alimentares. Depois das idas aos supermercados as dispensas acabam por se encher. Deixando produtos mais antigos para trás. Isto irá fazer com que os produtos acabem por ficar esquecidos no fundo das dispensas, passando assim as validades. 
    Para evitar que isto aconteça, experimente fazer uma organização à sua dispensa. Veja os produtos que tem, e os que têm um prazo de validade a chegar ao fim. Coloque os produtos com menos validade bem à sua vista para que não se esqueça de os usar. 
    Dica: Produtos que contenham a informação “consumir de preferência antes de…” são produtos que ainda podem ser consumidos mesmo depois de terminada a sua data de validade.
  4. Faça um reaproveitamento dos alimentos 
    Sabia que existem imensos truques para que não desperdice nem a água com que cozinha os seus legumes? É verdade!
    Para ajudar, deixamos algumas dicas que pode seguir, para que consiga aproveitar os seus alimentos até não conseguir mais:
    • Utilize primeiro as frutas e legumes mais maduros e só depois as mais verdes;
    • A fruta mais amolecida pode ser utilizada para assar (experimente adicionar canela) ou fazer batidos;
    • Aproveite as batatas, ou restos de vegetais e prepare deliciosas saladas;
    • Aproveite a água que utilizou para cozinhar legumes, para fazer uma sopa;
    • Aproveite cascas de cebola, limão ou laranja e experimente fazer chás. Ou em alternativa, para os mais corajosos, compotas.
  5. Faça um planeamento da sua semana
    Planear as refeições que pretende fazer durante a semana pode ser uma boa dica. Ao saber o que vai comer, vai saber também de que ingredientes vai necessitar para cozinhar. Isto fará com que saiba as quantidades necessárias e ajudará a fazer compras mais equilibradas e menos dispendiosas.

Estas são apenas algumas das dicas que poderá ter em consideração para conseguir reduzir o desperdício alimentar. 
Não é por acaso que este Grupo Operacional em como objetivo o desenvolvimento de práticas que permitam explorar por uma segunda vez as plantas em campo, nomeadamente o tomate.

Em Portugal a cultura horto-industrial tem vindo a ganhar imenso destaque devido ao tomate de indústria. A verdade é que este incrível produto, considerado por muitos um produto estrela do nosso país, tem vindo a ganhar destaque o que faz de Portugal atualmente um dos maiores produtores europeus.

Aspetos como as condições climáticas de Portugal e know-how dos nossos produtores, são apenas dois dos fatores que mais contribuem para este reconhecimento mundial. Zonas como Ribatejo, Oeste, Alentejo e Algarve falam por si só. Não fosse então possível encontrar enormes plantações e fabricas.

Atualmente, a esmagadora maioria do tomate que é cultivado no nosso país destina-se a transformação industrial. O que muitos não sabem é que cerca de 95% dos concentrados do nosso país têm como fim a exportação, acabando por gerar de faturação mais de 250 milhões de euros.

Mas porque será que somos um país tão famoso na produção de tomate?

  • O conhecimento e experiência dos nossos agricultores: provavelmente o fator mais importante.

A ciência começa no momento da preparação do terreno. É de uma enorme importância conhecer os solos. Estes devem ser profundos, de boa textura ou arenoargilosa e preferencialmente bem drenados. Relativamente ao seu pH deve variar entre os 5.5 e os 7.0.

O trabalho não começa apenas dias antes à plantação, uma vez que no Outono que antecede as plantações devem ser realizadas as subsolagens.

Questões como o controlo de infestantes, adubação e sistemas de rega não devem ser esquecidos, não fossem estes parâmetros super importantes para o sucesso de uma plantação.

  • O clima

Não é por acaso que o nosso país tem enorme destaque nesta cultura horto-industrial. O ideal para este tipo de produções é que a temperatura diurna não fique abaixo dos 15ºC, sendo recomendado um intervalo entre os 20ºC e os 26ºC. 

  • Irrigação

A água não pode faltar nesta plantação. O ideal será que o solo esteja sempre húmido, mas não com água em abundância. Devido a estas características especificas o método de rega mais usado é o gota-a-gota.

De ontem provém a grande maioria da produção nacional?

É difícil falar da produção do tomate e não falar do Ribatejo. É justamente esta a zona do nosso país de onde provém 80% da cultura horto-industrial. O interesse recai em grande escala pelas margens do rio Tejo e ao longo do rio Sorraia. Isto deve-se aos solos serem ricos de aluvião. Sendo esta também uma zona rica em características bastante apetecíveis para a produção deste fruto.

Principais produtores EUROPEUS

Em França, todas as fábricas encontam-se a laborar sendo normal a receção de tomate. Não há impacto climático nos locais de colheita. O rendimento é bom, assim como a qualidade – Brix em torno de 5. No final da semana passada, estima-se que quase 20.000 toneladas de tomate fresco tenha sido processadas.

Na Grécia, as informações ecebidas apontam para uma safra a progredir bem nos rendimentos e qualidade, com brix médio de 4,9 a 5. Em 10 de agosto, 100 mil toneladas ou 25% da previsão, haviam sido processadas. A pequena onda de calor que se registou recentemente não parece ter afetado a colheita. Até agora, as expectativas são para um ano razoavelmente bom.

Na Hungria, a temporada ainda não começou devido a fortes chuvas na região de produção. Devido ao início tardio, a campanha deve durar até finais de setembro ou mesmo, primeiros dias de outubro. As expectativas de quantidade permanecem em torno de 90.000 a 95.000 toneladas.

No Norte da Itália, estima-se que 600.000 a 650.000 toneladas tenham sido processadas até o momento. Desde o início da semana tem diminuído as entregas nas fábricas, prevendo-se que algumas encerrem na semana de 19 de agosto. Os rendimentos de campo estão abaixo das expectativas, mas o brix médio é de 4,85 e a qualidade é boa.

No centro e sul da Itália, verifica-se um grande atraso com apenas 13% da previsão realizada até o momento (26% na mesma data no ano passado). A qualidade é boa, mas com forte ocorrência de tomate verde na colheita. Face a menores produtividades verificadas até ao momento, espera-se que o rendimento das próximas colheitas seja melhor. Setembro prevê-se que seja um bom mês se o tempo continuar quente e seco. No geral, a previsão para a Itália permanece em 4,85 milhões de toneladas.

Em Portugal, a colheita iniciou com agosto, mostrando boa qualidade em termos de cor e brix. Prevê-se que as temperaturas no final de agosto aumentem. A última fábrica abriu na segunda semana de agosto, não existindo ajustes à previsão de serem processadas 1.263.000 toneladas. Na Espanha, a colheita começou no dia 8 de julho na Andaluzia, verificando-se uma anormal incidência de frutos verdes, possivelmente devido às temperaturas anormalmente baixas de junho e julho. A capacidade total de processamento deve ser alcançada esta semana. Na Extremadura, a colheita parece boa, tendo começado na última semana de julho. No vale do Ebro, grandes inundações do rio Cidacos e tempestades com granizo destruíram completamente cerca de 60 hectares e danificaram cerca de 100 hectares. Apenas cerca de 60.000 toneladas foram entregues até o momento do volume total que permanece estimado em 3 milhões de toneladas.

Fonte: “Tomato news” (http://www.tomatonews.com/en/wptc-global-forecast-reduced_2_768.html)